Fumaça regada a vinho.
Não acho que a gastronomia seja o principal mote deste grupo de amigos. Acho mesmo que este negócio de se reunir é apenas uma boa desculpa que arrumamos pra falar da vida (nossa ou alheia), pra compartilhar nossas experiências e também pra refletir sobre a finitude do Universo. Portanto, nada melhor que molhar a palavra nestes eventos com um bom vinho, ainda que nossas escolhas na arte de beber percorram dos fermentados aos destilados sem a menor sem-cerimônia.
Numa destas, As Meninas (perceberam o substantivo próprio?) nos ofereceram um Malbec argentino (ou chileno? Maldita memória!) que era coisa de tomar ajoelhado, tal a suavidade em que foi encarado. Claro que ajudou o trip-hop no CD-Player (Roads, Portishead), a luz turva, o silêncio da madrugada e a fumaça que saía da janela pelo 17º andar, com São Paulo ao fundo do negro horizonte.
Enfim, a sagrada arte da convivência.


3 comentários:
Achei o nome do tal do Malbec que eu não conseguia lembrar de jeito nenhum...ainda bem que a "interneta" sempre ajuda! Ô maravilha essa ferramentazinha, né? Aí vai o nome do fulano: Tamarí e é argentino, viu? Onde, à propósito, as uvas malbec se deram muito bem, obrigado! E ó, foi barato, viu?! Nem 30,00...
Um outro comentário, aliás. Eu acho que vc está coberto de razão ao dizer que o motivo da reunião seja mesmo falar dos outros. Bem ou mau. E falar da gente. Quem nunca o fez, que atire a primeira pedra!
Olá! Eu gostei de ler esse texto. "Molhar as palavras" foi a minha metáfora preferida. Concordo que a reunião é uma forma de conviver, de se predispor a entender o que passa na cabeça dos outros. Por isso gosto de blogs. A gente meio que se reúne, a seco mesmo, tudo bem, mas de um jeito virtualmente interessante, que nos possibilita entender outros horizontes. Obrigado pela sua gentil visita no Idéias na Janela. Ela está aberta e você é muito bem-vindo!
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